sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Métodos Naturais de Indução do Parto

É o bebê que deve dar o sinal para iniciar o trabalho de parto, ele libera hormônios que iniciam o trabalho de parto, estimulando o hipotálamo da mãe a produzir naturalmente a oxitocina, que por sua vez provoca as contrações uterinas.

Não existe uma data fixa para o nascimento e não há razão para se pensar que um bebê tem forçosamente que nascer até as 40. Deve-se considerar um período provável para o nascimento (entre as 38 e as 42 semanas após o primeiro dia do último período menstrual) e não uma “data prevista”, pois isso simplesmente não existe. Ainda assim, no final de uma gestação prolongada, deve-se acompanhar com maior atenção o bem-estar do bebê, contando os movimentos, ouvindo o coração diariamente, verificando se há perdas de líquido com cor esverdeada, fazendo uma ecografia em caso de ansiedade ou dúvidas.

Esta ansiedade faz mal á mãe e ao bebê.
A angústia não vai adiantar o parto e a impaciência só atrapalha a grávida e o desenvolvimento do bebê.
Se ainda não chegou ás 40 semanas descontraia, se já passou pode tentar:

*Sexo com penetração e orgasmo para os dois: o sêmen tem prostaglandinas
(hormônios associados ao trabalho de parto) e o orgasmo feminino além de
estimular a produção de ocitocina (outro hormonio encontrado no trabalho de parto) estimula as
contrações uterinas. Entretanto, após o rompimento da bolsa das águas não é aconselhável que se pratique este método pois aumenta os riscos de infecção.

*Caminhar: sobretudo no início das contrações para que o trabalho de parto se instale de vez, mantendo-se na vertical e agachando-se quando chegarem as contrações.

*Estimulação dos mamilos ou com o parceiro no banho ou no quarto sozinhos (também de maneira prazerosa). Pode-se também pedir à gestante usar uma bomba tira-leite elétrica durante 10 min. a cada meia hora, possivelmente em combinação com o uso de plantas medicinais.

*Comida apimentada, picante e condimentada, comida indiana e tailandesa por exemplo, por causa da combinação dos temperos que são também plantas medicinais, mas as nossas comidas também são boas.

*Banho quente ou morno, a água, por ser efeito relaxante pode estimular o trabalho de parto. Pode ser banho de banheira, no chuveiro, ou até de bacia com uma tigela. O que importa é o contato com a água. Michel Odent defende o uso da água no trabalho de parto como uma forma de aliviar e ajudar a mulher a encontrar a natureza em si mesma. A água morna também ajuda a circulação sanguinea e no relaxamento dos músculos, conseqüentemente, ajuda na dilatação.

*Acupuntura, bastante útil durante a gestação para aliviar os desconfortos normais da gravidez, durante o parto alivia a dor e facilita a dilatação, estimulando assim o trabalho de parto e parto. Recomenda-se acupunturista especializado e humanizado.

*Homeopatia, há vários remédios homeopáticos que ajudam durante o trabalho de parto e parto. É aconselhável a gestante ter acompanhamento homeopático desde o início da gestação e ser orientada por um profissional competente sobre quais remédios utilizar durante o trabalho de parto e parto, pois a homeopatia como as demais medicina naturais está estritamente vinculada à personalidade do paciente e ao seu momento espécifico de vida.

*Florais, como a homeopatia, é uma fonte de cuidados com a saúde valiosa. Necessita de orientações competentes de um profissional que analisará os casos individuais e as necessidades da gestante.

*Plantas medicinais: algumas estimulam o parto de maneira mais holística que os remédios alopáticos porque a combinação dos elementos químicos nas plantas atua em conjunto não de maneira isolada. Há vários chás como o de mentrasto, gengibre, cravo e canela. Recomenda-se a orientação de um especialista.

* Óleo de ricino é um laxante bem potente, estimulando as contrações dos intestinos estimula também as contrações uterinas. Este é o último método que as pessoas usam normalmente quando nada funcionou por que você entra em trabalho de parto com uma diarréia forte. Normalmente as pessoas misturam a dose de oléo com suco de laranja ou tem gente que faz um milk Shake.

Por Ong Amigas do Parto

Os Tipos de Parto

Antes de mais nada deveríamos nos perguntar: é possível classificar um parto por “tipo” antes dele acontecer? É possível saber como será o seu parto antes que ele termine? A resposta deveria ser não. O ideal é que só soubéssemos mesmo na hora. O natural seria que cada mulher pudesse escolher durante o parto a posição que para ela, naquele momento, fosse a mais fisiológica e favorecedora para o nascimento. Se o bom é continuar dentro da banheira com água, acocorar-se ou deitar. E só saber se irá para uma cesariana em caso de real necessidade, o que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) deveria corresponder a apenas 15% dos partos, incluindo aí as gestações de maior risco.

Hoje ouvimos falar em vários “tipos de parto:” parto normal, parto vaginal, parto natural, cesárea, parto a ferro (fórceps), parto na água, parto Leboyer, parto sem dor, parto humanizado, parto de cócoras, e assim por diante. Antes de explicá-los é importante pensar de onde surgiram as classificações dos “tipos de parto” de que hoje tanto ouvimos falar.

A separação dos partos por tipos é relativamente recente e só aconteceu como conseqüência do nosso sistema obstétrico, ou seja, depois que a maioria dos partos passou a ocorrer dentro do ambiente hospitalar, há aproximadamente 70 anos . Desde então o parto passou a ser feito quase que exclusivamente pelos médicos, em macas horizontais, com mulheres em posição ginecológica. A partir daí a classificação ficou óbvia: “Parto Normal” ou “Cesariana”. Não havia alternativas, ou a mulher se adaptava a parir nas condições padronizadas ou ia para a cesárea.

As condições padronizadas hospitalares sob as quais as mulheres deveriam tentar o parto normal eram: separação do companheiro, salas de pré-parto coletivas sem privacidade, impossibilidade de movimentação, soro com hormônios e intervenções para acelerar o parto, período expulsivo com a mulher deitada de costas e pernas amarradas na perneira (o que reduz em 40% o espaço para a passagem do bebê e diminui a circulação para mãe e feto), comandos para fazer força, equipe pressionando barriga da mulher, corte rotineiro no períneo, entre outros.

Estas condições padronizadas para o parto infelizmente ainda são comuns na maioria dos hospitais brasileiros. Muitas mulheres chamam criticamente o parto normal hospitalar, com todas as suas intervenções de rotina, de “parto vaginal hospitalar”; já pouco ele apresenta de “normal” ou “natural”.

Muitas vezes o parto sob estas condições ficava difícil e aplicava-se o fórceps alto (um instrumento de ferro como uma tesoura grande, com duas colheres metálicas que entram na vagina e seguram a cabeça do bebê puxando-a para fora). Esta intervenção trazia muitas vezes seqüelas para o recém-nascido e para a mãe. Ficou conhecido como “Parto a Ferro” ou “Parto Fórceps”. Hoje se utiliza apenas o fórceps de alívio, quando a cabeça do bebê está mais em baixo no canal de parto. É um ótimo recurso para acelerar o período expulsivo em casos emergenciais, se o bebê apresentar sofrimento fetal, o que é exceção e não a regra em uma gestação de baixo risco.

A partir da década de 70, no pós-segunda guerra e dentro do movimento revolucionário que se iniciou com o movimento hippie, alguns médicos e mulheres passaram a questionar o excesso de intervenções e melhores condições para dar a luz, propondo o resgate do parto como um evento fisiológico, familiar e afetivo. A partir daí surgiram as demais possíveis classificações das “formas de nascer”.

Parto Leboyer

Na França, o obstetra Frédérick Leboyer focou-se no recém-nascido e defendeu uma forma menos violenta de nascer. Foi o primeiro a considerar a importância do vínculo mãe-recém-nascido no momento do nascimento. Pouca luz, silêncio, massagem nas costas do bebê, esperar o cordão parar de pulsar para o bebê fazer a transição respiratória de forma mais suave, banho do bebê perto da mãe, amamentação precoce. No entanto seu foco era o bebê, não a mulher. Geralmente estava deitada de costas, pernas em estribos e o uso da episiotomia era rotina.

Parto de Cócoras

Janet Balaskas liderou o movimento pelo “parto ativo” em Londres, na década de 80. Trabalhava com gestantes em aulas de yoga e preparando-as para uma postura mais ativa no parto. Observou que raramente ocorriam depressões-pós-parto, problemas com amamentação ou recuperação da parturiente. Onde havia liberdade para movimentação das mulheres e elas podiam seguir seus instintos e a lógica fisiológica do corpo durante o parto, a grande maioria preferia adotar a posição vertical ou de cócoras durante a fase expulsiva, por ser mais rápido e cômodo para a mulher e mais saudável para o bebê.

Desde a mais remota antigüidade as mulheres procuravam posições que facilitassem o parto. Nas gravuras antigas o mais comum é ver mulheres ajoelhadas, de cócoras, ou em banquinhos baixos de parto. De um jeito ou de outro o que se observa é que as costas estão em posição vertical. A posição das pernas é variável.

Inúmeros estudos nos últimos 70 anos mostram as vantagens da posição vertical ou de cócoras durante a expulsão:

- a área da pélvis é aumentada em até 40%, facilitando a passagem do bebê;
- o feto desce com a ajuda da gravidade;
- a eficiência do esforço muscular da mãe é muito maior nesta posição;
- as contrações uterinas são mais eficazes e, portanto, a duração do parto e a dor são menores;
- a elasticidade do períneo é menos comprometida, mantendo sua integridade;
- a posição horizontal obriga o feto a subir durante a expulsão para vencer a forma da curva pélvica, e exige da mãe um esforço muito maior para o mesmo fim;
- há uma diminuição comprovada da incidência de intervenções medicamentosas, instrumentais e cirúrgicas nos partos verticais;
- na posição horizontal a compressão feita pelo peso do feto (somado ao peso do útero, placenta e líquido) na veia cava da mãe, produz efeitos negativos na mãe e no feto, comprometendo a circulação sanguínea podendo levar ao sofrimento fetal.

No Brasil o Dr. Moysés Paciornik estudou comunidades indígenas e resgatou o parto verticalizado. Criou com seu filho Dr. Cláudio Paciornik uma cadeira para ser usada em hospitais, que permitia várias posições para a mãe, sem comprometer o conforto do médico. Embora não haja necessidade de cadeiras especiais para que a mulher assuma essa posição, muitos profissionais afirmam que não fazem partos de cócoras porque no hospital não existe "a cadeira para parto de cócoras" à disposição.

Para ter um parto de cócoras não é preciso ser atleta nem fazer grandes preparações. A mulher só assume a posição de cócoras (ou senta-se no banquinho de parto ou cama de parto) na fase final do parto e só durante as contrações, descansando nos intervalos. O pai pode participar do parto mais ativamente, oferecendo apoio com seu corpo atrás da mulher.

Termo que surge também na década de 80, no movimento pelo parto ativo, com a popularização das questões ecológicas e com a retomada do parto pelas mulheres. Refere-se ao parto sem medicamentos, intervenções desnecessárias e anestesia, que muitas vezes acontece em casa.

Parto na Água

O obstetra francês Michel Odent, na cidade de Pithiviers, começou a usar banheira com água quente para o conforto das parturientes e alívio da dor. Algumas parturientes se sentiam bem dentro da banheira e o bebê nascia ali mesmo. De lá para cá, o parto na água tem sido utilizado no mundo inteiro, em banheiras especiais ou improvisadas. Estudos científicos comprovam que o uso da água quente no trabalho de parto é um excelente coadjuvante no combate à tensão e à dor, ajudando significativamente na dilatação do colo de útero. O nascimento para o bebê é muito mais suave e o períneo da mãe ganha maior flexibilidade com a água quente.

No Brasil pouquíssimas clínicas e médicos oferecem esse conforto às pacientes, infelizmente. Mas é possível levar uma banheira inflável para o apartamento de alguns hospitais e se utilizar da água pelo menos durante o trabalho de parto.

*Para saber mais sobre o parto na água: “O Parto na Água” Cornelia Enning; editora Manole.

Parto Sem Dor

O termo tem várias conotações. Os métodos psicoprofiláticos desenvolvidos especialmente nos Estados Unidos propunham uma espécie de treinamento às gestantes, baseado em técnicas respiratórias, de relaxamento, de concentração, entre outras. A idéia geral é que uma mulher bem preparada para o parto e bem acompanhada durante todo o processo terá muito menos dor do que uma mulher assustada e tensa. A idéia faz sentido, mas convém lembrar que a dor do parto continua existindo, agora sem o sofrimento causado por medo e tensão. Os métodos mais conhecidos são Bradley, Lamaze e Hipnobirth.

No Brasil "Parto Sem Dor" é comumente confundido com parto sob anestesia. Obviamente a anestesia bloqueia a dor, mas também diminui as sensações das pernas e do assoalho pélvico. Essas sensações são responsáveis pela força que a mulher faz na hora de "empurrar" o bebê para fora. Portanto, embora haja o bloqueio à dor, alguns efeitos indesejáveis como a perda do controle sobre o processo do parto, entre outros, podem ocorrer. Em muitos serviços médicos a anestesia é aplicada no final do trabalho de parto, já no período expulsivo, de modo que o período de dilatação não se passa sob efeito das drogas anestésicas. De qualquer modo, as formas naturais de se lidar com a dor deveriam ser largamente oferecidas e utilizadas antes de serem aplicados os métodos farmacológicos de bloqueio da dor.

Parto Humanizado

Termo atual que tem sido usado indiscriminadamente e sem uma definição real do termo. Para o Ministério da Saúde, parto humanizado significa o direito que toda gestante tem de passar por pelo menos 6 consultas de pré-natal, ter sua vaga garantida em um hospital na hora do parto e agora ter o direito a um acompanhante de escolha. Para alguns hospitais significa a presença de um acompanhante, música na sala de parto e a permissão de ficar alguns minutos com o bebê antes dele ser levado para o berçário.

Para o Rehuna (Rede Brasileira pela Humanização do Nascimento) e para muitos movimentos como “Parto do Princípio”, “Ong Bem Nascer”, “Despertar do Parto” entre muitos outros é devolver o papel principal do parto à mulher e promover uma atenção ao parto centrado nas escolhas e necessidades individuais de cada mulher. Se a mulher vai escolher dar à luz de cócoras ou na água, quanto tempo ela vai querer ficar com o bebê no colo após seu nascimento, quem vai estar em sua companhia, se ela vai querer se alimentar e beber líquidos, todas essas decisões deverão ser tomadas por ela, protagonista de seu próprio parto e dona de seu corpo. São decisões informadas e baseadas em evidências científicas. O papel do médico e de toda a assistência seria a de oferecer apoio e respeitar a fisiologia do parto só interferindo se houver real necessidade e não rotineiramente.

Por Despertar do Parto

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Em Março Curso Shanon para “Pais Grávidos”

Você sabia que a Shanon Enxovais oferece gratuitamente desde 1990 pioneiramente em Santa Catarina o Curso Shanon para “Pais Grávidos”?
O Curso atualmete é denominado Curso Shanon para `Pais Grávidos` já acompanhando o novo conceito de gestação que também envolve ativamente o pai neste processo e deve participar também de todos os encontros do curso.
O Curso é ministrado por profissionais altamente qualificados (médico obstetra, médico neonatologista, pediatra, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas, entre outros.) e foi elaborado para preparar os pais nesta importante fase da vida.

O Curso é realizado em 5 encontros e aborda os seguintes temas:

- Da concepção ao nascimento
- Células tronco e o sangue do cordão umbilical
- Cuidados com a mãe após o parto
- A importância do exercício físico e da fisioterapia: Como amenizar os decorrentes desconfortos da gestação
- Aprendendo a cuidar do bebê: banho do bebê, curativo do coto umbilical, ...
- Composição do enxoval do bebê
- Orientações pediátricas pré-natal
- Desenvolvimento e estimulação do bebê
- Aleitamento materno

sábado, 28 de janeiro de 2012

Posições para o parto: a escolha é sua

Pergunte a qualquer mulher que já tenha passado por um parto natural, sem intervenções, a quem foi garantido o direito de se movimentar livremente: a escolha da posição durante as contrações e o período expulsivo não passa pela razão, é totalmente instintiva. E varia imensamente de mulher para mulher.

É incrível como, em meio a sensações tão intensas, contrações que vêm e que vão como ondas, o corpo sabe exatamente o que fazer para encontrar conforto: se acocorar, como sempre fizeram as índias, ou relaxar na água quentinha da banheira, acessório indispensável nas mais modernas salas de parto normal. Entre tantas outras possibilidades.

Ao longo da história, as mulheres sempre preferiram as posições verticais para dar à luz seus filhos. A cadeira de parto mais antiga de que se tem notícia é da Idade da Pedra.

Foi o obstetra francês François Mauriceau (1637-1709), profissional altamente conceituado entre a realeza da época, quem primeiro pôs em prática a ideia de colocar deitada a mulher em trabalho de parto. Fez isso, diga-se em seu favor, para conforto delas, que tinham quilos demais para se sentar confortavelmente nas cadeiras de parto. Querendo ajudar, cometeu aquele que seria considerado por muitos como o maior erro da história da Obstetrícia.

O fato é que a ideia de Mauriceau se disseminou. E veio mesmo a calhar quando o atendimento ao parto deixou o ambiente domiciliar, onde era realizado principalmente por parteiras, e passou para o hospital: essa era (e ainda é) a posição de maior conforto para a figura que se tornou também a grande protagonista do parto, o médico obstetra.

Hoje a posição deitada de costas na cama com as pernas apoiadas em perneiras está tão arraigada em nossa cultura que continua sendo uma das mais frequentes em nossos hospitais, apesar de todas as recomendações em contrário. Entrou também para o imaginário das próprias mulheres, que, quando não são informadas sobre outras opções durante o pré-natal, acabam sendo pouco receptivas a sugestões de posições alternativas no momento do parto.

São muitas as posições possíveis , mas, na prática, poucos profissionais costumam sugeri-las às parturientes.

“O principal é a liberdade de escolha por parte da mulher, tanto no período de dilatação do colo uterino, quanto no período de expulsão do bebê”, defende o obstetra Jorge Kuhn, ressaltando também a importância da deambulação, ou seja, de poder andar durante o trabalho de parto. “O profissional de saúde que atende o parto, quer seja parteira, obstetriz, enfermeira obstetra, médico obstetra ou médico de família, deve proporcionar isso a ela.”

A obstetra Andrea Campos é da mesma opinião. “A mulher tem que ficar na posição em que se sentir mais confortável. Seja para aliviar a dor, seja para fazer força”, acredita.

Parece óbvio, mas não tem sido fácil nem para as mulheres, nem para as equipes de assistência ao parto colocar essa orientação em prática no ambiente hospitalar, com todas as suas regras e protocolos.

Como jornalista, uma das histórias mais marcantes sobre o assunto que ouvi numa reunião de gestantes, que frequento há quatro anos, desde que comecei a escrever sobre parto, foi a de uma mulher que havia tentado um parto normal num hospital universitário de São Paulo. Ela contou que, sentindo contrações, viu na parede o quadro “Caminhando para o parto normal”, com algumas sugestões de posições .

Sozinha na sala, passou a procurar sua posição de conforto. Encontrou alívio “de quatro”, em cima da cama. Surpreendida nessa posição por uma enfermeira, levou bronca: “Onde você pensa que está para ficar desse jeito?”, perguntou rispidamente essa profissional.

Quem conhece um pouco a fisiologia do parto – um processo natural muito delicado, que, entre outras coisas, requer tranquilidade, intimidade e apoio –, consegue imaginar o fim dessa história: o trabalho de parto “não evoluiu” e ela teve uma cesárea, que não desejava. Quando a conheci, essa mulher estava grávida pela segunda vez e procurava se informar melhor sobre suas opções para o parto, numa tentativa de recuperar o que lhe havia sido negado no nascimento do primeiro filho.

Esse caso mostra que em muitos hospitais, mesmo nos de ensino, onde as boas práticas deveriam ser a regra, a liberdade de escolha de posição continua apenas no cartaz pendurado na parede. No dia a dia desses hospitais, todas as parturientes são deitadas de costas na cama, em posição horizontal, que sabidamente dificulta a chegada de oxigênio para o bebê e provoca mal-estar na mãe. Por que isso acontece? Boa pergunta!

Tempos depois de ouvir esse relato, ao ler o livro Parto Ativo, da inglesa Janet Balaskas, criadora do movimento de mesmo nome que mudou a realidade obstétrica na Inglaterra, soube que a censura contra mulheres que optam por posiçoes ditas alternativas durante o parto também aconteceu na Inglaterra, na década de 1980. E foi o estopim de uma passeata que levou seis mil pessoas a protestar nas ruas de Londres.

Por outro lado, nas entrevistas que fiz para o livro Parto com Amor, várias mulheres atendidas por equipes humanizadas relataram que em certo momento do parto se sentiram desconfortáveis, sem conseguir encontrar posição, até que alguém sugeriu… Ir do quarto para a sala e agachar apoiada na rede. Sair da banheira e usar a banqueta de parto. Ou ainda ir da cama para a banheira. E funcionou! O trabalho de parto engrenou e o bebê nasceu algumas contrações depois. Isso mostra que cada mulher, quando deixada livre para escolher – amparada por profissionais que acreditam em seu protagonismo – encontra o seu jeito de dar à luz, aquele que é o melhor para ela e o seu bebê naquele momento.

Quando tem liberdade de movimentos durante o trabalho de parto, a mulher vai mudando de posição conforme o corpo pede. O profissional também pode sugerir uma mudança, quando percebe que a parturiente está desconfortável. Ou, por exemplo, se ela reclama de cansaço. “Nesse caso, ela não pediu para mudar de posição, mas deu uma dica de que algo não está bom. Então podemos sugerir outra posição”, recomenda Kuhn.

A influência da posição da mulher no sucesso do trabalho de parto é tão grande que este pode ser também um recurso adotado pelo profissional para superar uma dificuldade no parto. “Quando o bebê está com o dorso à direita (o mais comum é à esquerda), por exemplo, o ideal é a mulher deitar do lado esquerdo, o que ajuda o bebê a virar. Mudando a mulher de posição, conseguimos corrigir alguns vícios de apresentação do bebê”, explica Andrea Campos. “Mas, em princípio, não sugerimos, deixamos a mulher assumir a posição em que se sente mais confortável”.

“Nós profissionais é que temos de nos adequar. Lógico que estamos falando de um parto natural, em que não se está fazendo nenhuma intervenção. Se houver necessidade de um procedimento – fazer um toque vaginal, romper a bolsa, aplicar fórceps, vácuo-extração ou mesmo numa cesárea – a comodidade tem de ser do profissional”, pondera Kuhn.

Para desfrutar plenamente dessa liberdade de escolha, o ideal é que a gestante se informe das possibilidades durante o pré-natal e converse sobre suas preferências com o profissional que vai atendê-la. Tudo isso deve ser registrado por escrito no plano de parto, um documento que consolida tudo o que foi combinado entre paciente e profissional.

O ápice da liberdade de posição e de movimentos durante o parto é quando a própria mulher consegue “pegar o bebê”. Partos em que isso aconteceu ficam registrados na memória da equipe. “Gosto muito das posições que permitem que a mãe receba o bebê. E algumas favorecem isso, como a de cócoras com um joelho apoiado, por exemplo”, afirma Andrea.

A primeira vez que presenciou uma mulher receber seu próprio filho foi tão marcante para Kuhn, que ele ainda é capaz de descrever a cena em detalhes. “Ela estava numa banheira bem grande e eu sugeri que tocasse a cabeça do bebê – muitas mulheres nessa hora não querem fazer isso, têm uma certa aflição. Ela foi deixando a mão lá, se acostumando com a saída da cabeça, uma coisa incrível, instintiva, ninguém falava nada para ela! A cabeça saiu, ela ficou olhando para o nenê, não perguntava nada. Viu o filho rodar e continuou segurando a cabeça por baixo. Quando saiu o bracinho, colocou a mão sob a axila dele e foi trazendo, trazendo…”, conta. Uma cena, segundo ele, muito rara de acontecer.

“Outras fazem diferente: fecham os olhos ou não querem olhar no espelho a saída do bebê. Preferem sentir, mais do que ver. Cada parto é um parto”, conclui.

Por Casa Moara (Sp)



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Para as Novas Queridas Mamães

A vida é sempre uma ocasião que devemos comemorar com grande amor e alegria. Gerar a vida e trazê-la ao mundo é uma benção que recebemos e podemos transformar em um divisor de águas em nossa existência. Enquanto somos um casal, a vida segue de uma forma. Quando um pequeno ser, feito de ingredientes de ambos, chega a este planeta, nasce um filho, uma mãe, um pai e uma família.

A primeira grande lição é que o tempo ganha um novo sentido. No início quase não aparece a barriga, depois ela cresce, torna-se grande, imensa e... A gente sente falta dela. O tempo passa rápido e recorrentemente a gente sente vontade de reviver aquele estado de plenitude do corpo e alma, dos hormônios abundantes, da vida que é múltipla.

Nove meses voam. Tem o enjôo do começo para algumas, o inchaço dos pés no final para muitas. A sensação incrível de ter alguém dentro da gente, nutrindo-se do nosso amor. E é neste momento que devemos despertar para a experiência mais importante: o nascer.

Como tudo neste mundo, podemos seguir a maré do comum. Mas se queremos ir além, o nascimento pode ser uma experiência orgânica e sagrada. A situação da obstetrícia no Brasil é preocupante. Temos uma das maiores taxas de cesarianas do mundo. A cesariana é uma cirurgia que guarda todos os riscos para mãe e o bebê, que por vezes nem está "maduro" para nascer. Na contra-mão existem pessoas buscando uma nova forma de trazer uma vida ao mundo, respeitando o tempo da mãe e do bebê, com técnicas menos invasivas, para fazer do nascimento um ritual sagrado.

Não podemos controlar todas as experiências que nossos filhos passarão, mas podemos fazer da primeira a menos traumática e a mais acolhedora possível. Vocês sabiam que um bebê pode nascer com 42 semanas ou mais? Que ultrassom pode causar problemas para o bebê? Que cordão enrolado no pescoço não é motivo para cesárea? Que bebês grandes podem nascer de parto normal, que toda mulher tem dilatação? Certamente vocês já devem ter ouvido essas e outras justificativas para cesáreas de conhecidos.

Desde que o parto passou a ser um evento hospitalar, o corpo da mulher foi institucionalizado. A parturiente deixou de ter o apoio de outras mulheres e hoje ela é uma paciente, geralmente de um médico. Há poucos, a contar nos dedos da mão, que estão preparados para um parto mais humano. Humano porque sabem que há diferenças entre os seres humanos. Uma mulher pode entrar em trabalho de parto com 39 semanas e outra com 43. E ambas estão em seu tempo. Vocês sabiam que a primeira mulher a ter um parto na posição deitada foi a rainha Vitória, para que o rei pudesse assistir ao nascimento de seu herdeiro? E que a raspagem de pêlos a que somos submetidas, assim como a lavagem intestinal e o corte do períneo são procedimentos desnecessários que causam constrangimentos para uma mulher em vias de parir?

A posição mais adequada é aquela que seu corpo pedir: de cócoras, de quatro, apoiada pelo companheiro. Ah, o companheiro! Em alguns hospitais nem permitem sua entrada. Mas em um parto humanizado ele é um ator importante, lhe faz massagem nas costas, segura sua mão, lhe dá forças quando a sua parece estar no fim. E quando o bebê chega... Nada de ter o cordão cortado rapidamente, ser limpo, ter as vias respiratórias sugadas, o anus violado, os olhos cegados com um colírio, a perna furada com uma injeção de vitamina K. Em um parto humanizado o bebê nasce em uma sala escura, ao som da música que escolher, cercado apenas de pessoas que lhe derem segurança. Ele nasce e ainda com o cordão vai para o peito. Algumas vezes não choram, afinal estão no melhor lugar do mundo, perto do coração de sua mãe. Quando o cordão pára de pulsar, o pai rompe a ligação que nunca se desfaz. E ficam os três, renascidos e em êxtase, experimentando o maior presente que Deus nos deu: a vida.

A mulher renasce porque alguém acreditou em seu corpo, ela experimentou todas as sensações em sua carne. Às vezes no lugar da dor pode experimentar o prazer. E este fato é um referencial na maternidade: se posso parir, posso qualquer coisa.

O homem renasce como pai, que não é aquele que apenas recebe a notícia do lado de fora, mas acompanha com um verdadeiro companheiro o nascimento.

Meus amigos, tudo que nos transforma a gente quer multiplicar. E esta carta, cada palavra que aqui deposito é como uma semente que planto de uma experiência que vivi e transformou profundamente meu ser. Que vocês possam viver esta experiência!

Com Amor
Por Drika Cerqueira

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Episiotomia: ela é mesmo necessária ?

O parto, que deveria ser um dos momentos mais naturais na vida de uma mulher, é, na maioria das vezes, um momento de dúvidas e cheio de procedimentos invasivos e, porque não, violentos. Sem a devida explicação e entendimento de como o processo deve acontecer, colabora-se para aumentar a máxima de que parto normal é dolorido, para poucas mulheres e nem sempre indicado.

Um dos assuntos que mais assusta as mulheres quando se fala em parto normal é a episiotomia. Nome difícil, que ganha ainda mais pavor, justamente porque é feito, em muitos casos, sem necessidade. Mas, afinal, o que é a episiotomia?

É uma incisão em grande parte do períneo, que engloba os músculos entre a vagina e o ânus, para ampliar o canal de parto, com o intuito de ajudar o desprendimento do bebê em partos difíceis. Mas, a verdade é que a episio vem sendo praticada em qualquer parto, muitas vezes sem a menor necessidade. Vários obstetras usam o argumento de que a incisão é feita para evitar a laceração perineal grave, ou seja, que esse tecido se rasgue no momento do parto.

Entretanto, a laceração nem sempre acontece e, se acontece, faz parte de um processo natural, fisiológico, no qual a recuperação é muito mais rápida e os traumas sobremaneira menores se comparados a uma episiotomia. Se a mulher adotar algumas posições que facilitem a abertura vaginal, a laceração pode nem ocorrer. Inclusive, a adoção da prática de alguns exercícios durante a gravidez, pode prevenir o rompimento do tecido.

Um dos grandes argumentos usados por médicos é que a episiotomia garante, no futuro, o impedimento de incontinência urinária e rotura perineal, mas estatisticamente, os trabalhos científicos não mostraram diferenças em relação a esses casos nos grupos de mulheres submetidas ou não à episiotomia.

A episitomia pode demorar muito mais a cicatrizar, causar incômodos para a mulher ao caminhar, urinar ou defecar e pode haver dores no ato sexual durante muitos meses. E, porque, então, que continua havendo a episio? Simplesmente porque ela não é discutida. Muitas grávida sequer ouviram falar à respeito e acabam se submetendo ao que o médico decide.

Então, para evitar essa e outras intervenções desnecessárias, o ideal é se informar, ler, buscar relatos de outras mulheres e conversar muito com seu obstetra. Afinal, ele tem de ser o seu parceiro na escolha de seu parto, sendo um grande apoio para um dos momentos mais importantes da sua vida.

Por Deborah Klimke, médica obstetra-ginecologista e acupunturista, mãe de dois filhos nascidos de parto normal.
http://www.viradadalua.com.br/





segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como Evitar Inchaços/Edema Durante a Gravidez

Como evitar Edema/inchaço uma vez que ele irá afetar quase todas as mulheres em algum momento durante a gravidez?.

Durante a gravidez, o corpo produz cerca de 50% a mais de sangue e fluídos corporais para atender as necessidades do bebê em desenvolvimento. O inchaço/edema é uma parte normal da gravidez, que é causado por este sangue e líquido adicional. Inchaço é também chamado de edema, é sentido nas mãos, face, pernas, tornozelos e pés.

Edema ou inchaço na maioria das vezes é o resultado de níveis excessivos de hormônios através de seu corpo.

Esta retenção de fluido extra é necessária para amaciar o corpo, o que lhe permite expandir conforme o bebê se desenvolve. O fluído extra também ajuda a preparar as articulações do quadril e tecidos para abrirem e permitir que o bebê nasça. Os fluidos extras representam aproximadamente 25% do peso ganho durante a gravidez.

Quando É Que O Inchaço Ocorre Durante A Gravidez?

O inchaço pode ser experimentado em qualquer ponto durante a gravidez, mas ele tende a ser percebido em torno do quinto mês e pode aumentar quando você estiver no terceiro trimestre. Os seguintes fatores também podem afetar o inchaço:

* Calor
* Ficar de pé por longos períodos de tempo
* "Longos" dias de atividade
* Dieta pobre em potássio
* Alto nível de de cafeína
* Alto nível de ingestão de sódio

Um ligeiro inchaço é esperado durante a gravidez, no entanto, se você tiver um inchaço súbito nas mãos e no rosto, pode ser um sinal de pré-eclâmpsia. É importante manter contato com seu médico a respeito de qualquer inchaço súbito.

O Que Você Pode Fazer Para Tratar O Inchaço Durante A Gravidez?

O inchaço pode ser reduzido pela ingestão de alimentos que são ricos em potássio, como bananas e evitar a cafeína. Aqui estão algumas outras dicas úteis para controlar o inchaço durante a gravidez:
* Evite ficar de pé por longos períodos
* Minimizar o tempo ao ar livre quando está quente
* Descanse com os pés elevados
* Use sapatos confortáveis, evitando saltos altos, se possível
* Use meias de apoio. Estas não só irão ajudar a combater inchaço, mas podem ajudar a prevenir ou minimizar os efeitos das varizes (veias varicosas) mais tarde na gravidez.
* Evite roupas que estão apertadas em torno de seus pulsos ou tornozelos
* Descansar ou nadar na piscina
* Use compressas frias sobre as áreas inchadas
* Beba mais água, que ajuda o corpo a liberar e reduzir a retenção de água
* Minimizar o consumo de sódio (sal).

Realmente, a melhor coisa que você pode fazer para combater o inchaço é a beber muito mais fluido. Pode não fazer sentido, mas quanto mais água você beber menos água seu corpo irá reter e menos inchada você se ficará. Você de consumir pelo menos 2 litros de água de água por dia.

Também tente evitar bebidas diuréticas como chá e café, que contêm cafeína. Estes são mais propensos a desidratar você durante a gravidez e causar inchaços/edema.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo !!!

Futura mamãe

Quando um bebê decide vir ao mundo, nasce com ele uma mamãe.
Uma mãe é mãe desde o primeiro instante. Mesmo quando a vida ainda é um minúsculo ser implantado no ventre, a gente já é mãe do coração. Todo nosso pensamento, todo nosso cuidado se volta para esse serzinho que, tão minúsculo, já provoca emoções tão grandes.

A simples descoberta já nos traz um turbilhão de emoções inexplicáveis. A vida nunca mais vai ser a mesma. E nos perguntamos: “será que vou ser uma boa mãe?” “Será que vou saber cuidar do meu bebê?”

Mas uma mãe não nasce mãe e não aprende a ser em escolas. Uma mãe é e isso basta. Mãe sente, mãe adivinha, mãe aprende sofrendo, mãe sofre aprendendo.

Benditas são as mulheres! Se elas suportam uma das maiores dores, sentem sem dúvida a maior das felicidades. Uma mulher grávida é sempre algo sublime, ela tem algo de anjo e santo, uma aura invisível que reflete e ilumina seu rosto. Ela carrega nela a vida, um pedacinho dela mesma que vai um dia ter vida própria e isso é maravilhoso e assustador ao mesmo tempo.

Deve ser por isso que nos tornamos tão emotivas e choramos tão facilmente. Deve ser essa a razão de querermos estar satisfeitas em todos os nossos desejos.

Que a gravidez não é uma doença é verdade. Mas que não digam que é normal e que a pessoa pode viver normalmente, pois isso não é verdade. Todo o equilíbrio físico, psicológico e emocional fica balançado. Há ainda hoje civilizações onde as mulheres grávidas são tratadas como seres especiais e divinos.

Mãe que está descobrindo as alegrias da maternidade agora, deixa eu te dizer uma coisa: se você tem medo de não saber o suficiente para ensinar ao seu bebê os caminhos da vida, saiba que é com ele que você vai aprender a trilhar muitos desses caminhos. Viva a sua gravidez em todos os seus instantes e não se preocupe se está fazendo ou se fará as coisas certas ou erradas. Seu coração vai te ditar, confie nele! Aproveite ao máximo cada segundo, pois cada momento é único e esse privilégio não é dado a todos. Fale com seu bebê, faça carinho nele, sorria pra ele; viva o mais serenamente possível. Acredite: esses momentos são preciosos!…

E, sobretudo, você é uma pessoa agraciada! Deus os escolheu, para que fizessem parte um do outro. Ele saberá, certamente, conduzi-los nesse maravilhoso caminho.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Teoria da Extero-gestação

Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.
O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses.

A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.

Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe.

Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina.

Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.

É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho "shhhh shhhh", mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).

A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda "o reflexo calmante". Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro.

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.

1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bebê apertadinho)
2. Posição de Lado
3. Shhhh Shhhh - O som favorito do bebê
4. Balanço
5. Sucção

Texto completo no Site Do Grupo Soluções Para Noites Sem Choro